Estrela Dalva

Esse site tem por objetivo divulgar, semanalmente, notícias sobre a Fortaleza e os preparativos para o Encontro Para o Novo Horizonte.
Disponilizamos o Calendário de Trabalhos Espirituais do Centro Eclético Flor do Lótus Iluminado - Cefli.
Fotos da Fortaleza por Lou Gold:

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Hino 27 Daime é a Vida

Memórias do Hinos

Por Florestã Neto

Leôncio Gomes, já presidindo os trabalhos no ALTO SANTO sem a presença física do mestre, encontrava-se bastante aperreado por problemas na irmandade; problemas estes que o próprio mestre já tinha vivido e, inclusive, declarado em seu hinário: a falta de lealdade e fraternidade.

Aproximava-se o dia 10 de fevereiro, aniversário de seu Leôncio, hinário do Cruzeiro, trabalho oficial deixado por mestre Irineu para o calendário litúrgico do CICLO-ALTO SANTO. Aborrecido por este comportamento da irmandade, Leôncio vetou, terminantemente, a realização da referida festa. Vários irmãos tentaram convencê-lo a revogar a decisão, sem sucesso.

Luiz Mendes também estava entre aqueles que não se conformaram com tal situação, e desejou ter a oportunidade de fazer alguma coisa. No mês de janeiro daquele mesmo ano, em um feitio, Luiz, preocupado com a situação, toma um Daime e se afasta um pouco da “casinha”, sentando-se em baixo de uma árvore, onde recebe o hino. Neste mesmo dia, Leôncio vai até a casa do feitio para ter mais uma conversa com os irmãos, que o convidaram. Pouco antes desta conversa, Luiz Mendes canta o hino recebido por três vezes:

Daime é a vida
Daime é o amor
Daime é a luz
É o nosso mestre ensinador

Eu ensino é com amor
É com firmeza e com carinho
Vamos ligar importância
A este trabalho divino

Eu estou aqui
Na luz desta verdade
Cantando e abençoando
A esta irmandade

Depois de ouvir, Leôncio expressou contentamento, e na conversa que teve a seguir com os irmãos, revogou sua decisão: o hinário do mestre estava confirmado para o dia 10 de fevereiro!

São João no Bujari

Excepcionalmente este ano, a festa de São João foi realizada no Bujari, quando aconteceu o casamento de Alonso Pafyeze e Lorena Ortiz. Foi uma linda noite de lua cheia. Desejamos toda felicidade do mundo ao novo casal.

Hino 24 Eu Entrei Numa Estrada

Memórias do HinosPor Florestã Neto

Um dos filhos de Luiz Mendes do Nascimento, Elias, encontrava-se bastante adoentado. Algumas tentativas para curar o menino pelos meios tradicionais foram feitas sem sucesso, de maneira que a enfermidade agravava-se. Dentro de todo este processo, Luiz Mendes vai a um trabalho de hinário na sede. Segundo relata, “o trabalho foi muito pesado”, a ponto de, ao final, ele precisar se deitar em uma rede na “casinha das crianças”. Quando se deita, a miração acentua-se e ele ouve uma voz:

“- Você quer ver o seu filho bem?”

“- Sim, quero!”

“- Então você vai ter que receber uma carga”

Dentro de um processo de cura que acontece nos trabalhos espirituais desta doutrina, Luiz Mendes “pega” a energia da doença que estava em seu filho, e começa a trabalhar com ela. Segundo relata, depois de uma “peleja muito difícil”, ele vislumbra a cura de seu filho e, na sequência, recebe o hino apresentando-o aos irmãos que ali estavam na assistência.

Eu entrei numa estrada
Pronto para trabalhar
Mais adiante eu comecei
A querer desanimar

Me vali do meu mestre
Logo ele apareceu
Me valha santo mestre
Eu peço pelo amor de Deus

Segue em frente meu irmão
Não tem nada a temer
Sou o chefe da sessão
Pronto eu para atender

Agora vamos por aqui
Tenha firmeza em mim
Olhe em sua frente
Veja que lindo jardim

No meio deste jardim
O que estás enxergando
Enxergo minha Mãe
Que nos está abençoando

A benção minha mãe
Deus te abençoa
Será se eu mereço
A tanta coisa boa

Ao meu Mestre eu me entrego
Perante a luz de Deus
Me entrego a minha mãezinha
Estou entregue ao poder

Parabéns, parabéns, parabéns…


O festejo de Santo Antônio no Luzeiro da Manhã contou com comemorações especiais: os aniversários de Suzi e Evânia. Parabéns para as duas!!

Joaquim, o mais novo bebê da família de Edson Alexandre e Evânia foi apresentado à irmandade. Parabéns para toda família!!

Bujari – Acre -  Brasil

Hino 22 Aqui Está Um Santo

Memórias do HinosPor Florestã Neto

Luiz Mendes encontrava-se na casa do presidente Leôncio Gomes da Silva, dentro de um trabalho muito forte, cantando o hinário do seu Cipriano. Segundo Luiz Mendes, o trabalho estava “naquele grau!”. Em dado momento, Luiz desce da casa e vai até o mausoléu do mestre (a casa onde seu Leôncio morou, localiza-se até hoje ao lado do mausoléu de mestre Irineu), entra e se posiciona, sentando-se num banquinho bem próximo a parede do túmulo. Aí, mirando, de dentro do túmulo nasceu uma força que ele confirmava…, e dentro desta confirmação, ele só teve que abrir a boca e cantar…

Aqui está um santo
Que meu pai consagrou
Este santo é o divino
Jesus Cristo Redentor

Meu santo a vós eu peço
Aqui nesta missão
Vós nos dê a nossa saúde
E o santo perdão

(Cantar o hino 3 x)

Agenda na Bahia

A comitiva formada pelo  Mestre Conselheiro Luiz Mendes, sua esposa madrinha Rizelda, o presidente do Cefli Saturnino Brito e sua esposa Luzirene estão em viagem para realizar trabalhos espirituais na Bahia. Abaixo, o calendário dos próximos trabalhos:

CHAPADA DIAMANTINA – CAPÃO – ESTRELA AZUL
28 de maio (sexta) 9 :00 AM – Germano Guilherme (Farda azul)
30 de maio (sábado) 9 :00 AM  – Louvor a natureza (a paisano)
SALVADOR – BRILHO DAS ÁGUAS
05 de junho (sábado) 16:00 Trabalho de Cura e os ‘Os Chamados’  (Farda azul)
06 de junho (domingo) 12:00 Casamento Luiz Mário & Luciana – 14:00 Novo Horizonte – (Farda azul)

O Centenário: agora sim, o Mestre está em mim

Memórias do Hinos

Por Florestã Neto

‘Agora sim’, nº 19, foi o último hino que Luiz Mendes do Nascimento “passou a limpo” com o mestre encarnado. Marca também, o ínicio de uma grande luta na vida de Luiz: os primeiros sintomas de câncer no palato (céu da boca). O hino surge como uma resposta do mestre ao pedido e a necessidade de Luiz pela cura. Mas…A batalha foi longa, a ponto de Luiz Mendes afirmar que, a sua cura só se deu efetivamente no hino 60!

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Agora sim
Posso afirmar
O mestre é quem cura
Posso acreditar

É minha missão
Eu posso curar
Com ordem suprema
A quem me procurar

Vós me abençoe
Vós me perdoai
Eu lhe considero
Vós como meu pai

Hino 20   O Mestre Está em Mim

Este hino, na sequência, é exatamente uma resposta de confirmação ao desejo de Luiz, a vontade de se curar. O mestre lhe aparece sorrindo em uma miração, e como o próprio Pd Luiz revelou: “-Eu não podia fazer diferente, a não ser sorrir também…”

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O mestre está em mim
Está em ti também
Me apego com meu mestre
Eu sei que vós nos quer bem

Sorrindo eu te entrego
Sorrindo eu recebo
Sorrindo eu esplando
Vamos ter fé em Deus

Dia das Mães: viva a Madrinha Rizelda

Em homenagem à proximidade do Dia das Mães, publicamos o pequeno hinário da Madrinha Rizelda, de três hinos, mais o hino do pai dela, sr. Elias Brito, que é cantado juntamente.

Clique para baixar os hinos

01 – MEU MESTRE A VÓS EU PEÇO

Meu mestre a vós eu peço
Pelo nome de Jesus
Eu quero seguir com vós
Recebendo a santa luz

Aqui nesta verdade
É para todos nós seguir
Com amor no coração
E tratar de reunir

Esta verdade é divina
A minha mãe é quem me dá
Para mim e os meus irmãos
Para todos trabalhar.

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02 – CANTAR

Cantar vamos cantar
Cantar vamos cantar
Eu pedi a meu mestre
Do meu mestre sempre a esperar

Eu sigo a meu mestre
Com meu mestre hei de vencer
Que ele é supremo
E é quem tem poder

Eu pedi a meu mestre
Me deu com muita atenção
Eu estou agradecida
Cheia de satisfação.

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03 – ESTA CASA ESTÁ ELEITA

Esta casa está eleita
Aqui dentro do meu poder
Peço que vós nos ajude
Não nos deixe esmorecer

Eu estou pedindo
Peço de coração
Eu aqui estou pedindo
Está tudo em vossas mãos

Eu estou pedindo
Paz e harmonia
Peço que vos nos segure
Toda hora e todo dia.

Jesus Cristo Redentor (de Elias Brito)

Jesus Cristo Redentor
Pelo vosso santo amor
Vamos adorar a Jesus Cristo
Que ele é o nosso salvador

Homenagem a Tufi Rachid

Tufi Rachid Amin

Tufi Rachid Amin

Faleceu ontem, dia 3 de maio de 2010, o querido sr. Tufi Rachid Amin, presidente do recém-fundado Ciclumidam, situado na Vila Irineu Serra (Alto Santo). O Cefli, na pessoa do Mestre Conselheiro Luiz Mendes, manifesta aqui sua solidariedade à família  neste momento de dor e luto. Desejamos que o exemplo deste grande patriarca inspire sempre o nosso caminho.

Tufi deixou o lindo hinário ‘Sou feliz’,  baixe os arquivos compactados clicando em (PRIMEIRO O CADERNO, APÓS O ÁUDIO):

Reproduzimos aqui homenagem escrita pelo sr. Juarez Bonfim:

Tufi Rachid Amim nasceu em Rio Branco-Acre, em 10 de maio de 1952, originário de família sírio-libanesa que migrou para o Norte do Brasil, atraída pela pujança econômica da borracha amazônica. Quando criança estudou na Escola O Cruzeiro, fundada pelo Mestre Raimundo Irineu Serra, no Alto Santo, e teve como professora dona Percília Matos da Silva. Timidamente o menino Tufi observava o Padrinho Irineu Serra nas visitas periódicas que este fazia a escola. Ainda garoto, Tufi começou a trabalhar para ajudar a família. Foi baleiro, catraieiro, vaqueiro, “marreteiro” (compra e venda de gado), ajudante de caminhão, caminhoneiro, taxista, trabalhador rural e policial militar. Atualmente é sargento aposentado do Corpo de Bombeiros e pequeno proprietário rural.

O sargento Tufi é filho do comerciante Rachid Amim Abrahim. Da amizade do “turco”[1] Rachid com o maranhense Irineu Serra surge o convite para que Benjamim Rachid Amim, filho do velho Abrahim e irmão de Tufi, fosse padrinho de casamento de Raimundo Irineu Serra com a dona Raimunda Feitosa, isso no já distante ano de 1937.

Tufi é casado com a Sra. Herotildes Sales Amim, pai de cinco filhos – Rachid, Liliam, Leila, Suzy e Lisandra – e avô do menino Douglas.

Foi na condição de proprietário rural que o amigo Tufi, em novembro de 2004, se viu envolvido numa inusitada história do “seqüestro da jumenta”, que devido ao insólito do fato ganhou as manchetes nacionais. Uma história que seria cômica se não fosse trágica, isto é, não envolvesse questões de segurança para si e sua família.


Polícia investiga “seqüestro” de jumenta


Primeiro eram banqueiros. Depois foi a vez de comerciantes e publicitários. Mas agora nem nossos amigos quadrúpedes têm se salvo. A Polícia Civil do Acre investiga o “seqüestro” de uma jumenta de quatro anos, que foi furtada há três meses de uma fazenda em Rio Branco (AC). No estábulo, onde o animal costumava passar a noite, o dono da propriedade, o policial militar aposentado Tufi Rachid Amim, encontrou um bilhete com um pedido de resgate: R$ 1.500. Ele afirmou que depois do “seqüestro” passou a receber telefonemas com ameaças contra ele e contra o animal. Segundo o delegado, o Código Penal considera seqüestro apenas os crimes que envolvam a subtração de pessoas, não de animais. O crime está sendo tratado como extorsão, cuja pena prevista é de quatro a dez anos de prisão.

(Folha Online)


Tufi conheceu o Daime no ano de 1979, numa visita ao Centro Espírita e Culto de Oração “Casa de Jesus – Fonte de Luz”, a Barquinha, presidida pelo Velho Pastor Manuel Araújo, da qual foi freqüentador.

No ano de 1985 se filia a linha do Mestre Irineu, a Doutrina do Santo Daime, no Centro Livre presidido pelo Mestre Conselheiro Luiz Mendes do Nascimento, Centro ao qual pediu fardamento.

Nesta casa – então denominada CICLU, atual Centro Rainha da Floresta – Tufi exerceu as funções de subcomandante, comandante e gestor da Diretoria. Foi nesse período que, na condição de um dos organizadores da inesquecível comemoração do Centenário do Mestre Irineu, o seu Tufi hospedou a comitiva do Padrinho Alfredo Gregório na sua confortável casa na Vila Irineu Serra, e os “causos” de tão memorável festa ainda está viva na memória dos participantes, como se tivesse ocorrido ontem…

Em 1994, junto ao padrinho Luiz Mendes, o sr. Ladislau Nogueira, amigos e familiares, Tufi contribuiu decisivamente para a fundação do CICLURIS, também situado na Vila Irineu Serra, tendo o Ladi como Presidente, Tufi como Vice e Luiz Mendes como Conselheiro.

Em 1998 o CICLURIS é rebatizado de CICLUJUR – Centro de Iluminação Cristã Luz Universal Juramidam – com a mesma composição da diretoria, Ladislau Nogueira, presidente; Tufi Amim, Vice-Presidente, enquanto que o Mestre Conselheiro Luiz Mendes do Nascimento adentrava a floresta para firmar a sua Fortaleza.

Foi na condição de dirigente daimista que Tufi Amim participou, como representante (suplente), do Grupo Multidisciplinar de Trabalho do Conselho Nacional de Drogas (GMT do CONAD), instituído como resultado do Seminário sobre a Ayahuasca, organizado pelo Governo federal em março de 2006, na cidade de Rio Branco, tendo o objetivo de criar normas e regulamentar o uso religioso da ayahuasca.

O hinário “Eu sou feliz” que aqui apresentamos, começou a ser recebido do Astral Superior por Tufi Amim no ano de 1987. O primeiro hino, “Eu sou feliz”, é que dá título ao hinário que então se inicia.


Eu sou feliz, eu sou feliz, eu sou feliz,

Eu sou feliz, porque estou no meu país.

No meu país, que o Senhor me ordenou,

pra eu cumprir esta Missão com meus irmãos.


O apóstolo dos gentios nos diz que “a nossa pátria é nos céus”[2], portanto estou feliz porque estou no meu país – o reino dos Céus – onde mora o meu Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que me ordenou voltar a Terra, “pra eu cumprir esta Missão com meus irmãos”: cerrar fileiras com o Rei Juramidã para replantar a Santa Doutrina de Jesus Salvador.

O hinário de Tufi Amim tem diversos hinos de cura, entre os quais, destaca-se “O Doutor”, onde um ser curador se apresenta:


Eu sou, eu sou, eu sou o teu doutor,

trazendo o remédio pra curar a tua dor.


E logo a seguir anuncia a causa da doença: “a tua dor foi você quem criou” – a implacável lei divina do carma, de causa e efeito. Porém, rogue e chame pelo Doutor Divino, Nosso Senhor Jesus Cristo, que Ele se apresenta “trazendo o remédio pra curar a tua dor”.

Um dia solene de execução do Hinário “Eu sou feliz” é no 3 de janeiro, aniversário do Mestre Conselheiro Luiz Mendes do Nascimento. Neste dia, no coração da floresta amazônica, às margens do rio Xipamano, no Seringal Fortaleza, sede do CEFLI (Centro Eclético Flor de Lótus Iluminado), quando com muita pompa e vigor inicia-se o hino 25 (A Força) aqueles que têm o privilégio de estar presente naquela hora e lugar, na força e luz do Daime sentem-se tomados por um “tsunami” de amor e regozijo ao cantar:


A força chegou,

O mar balanceou.

A terra estremeceu,

Deus do céu foi quem mandou.


No hino 33 é invocada a “linha de Arroxim”, legião de seres curadores[3] da Corte Celestial.


Eu vou chamar

na Linha de Arroxim.

Os meus caboclos

para vim aqui curar.


Os caboclos aqui chamados, seres divinos do panteão ameríndio, são comandados do Astral pelo Padrinho Irineu, o Rei Juramidã.


Os meus caboclos

São da linha de Arroxim

Os meus caboclos

Pertencem ao meu Padrinho.


No hino de número 36 (Lembrança do Centenário), o Eu Superior que habita o homem simples do povo, Tufi Rachid Amim, se apresenta:


Jura é Papai,

Midam são seus herdeiros.

Eu sou Adão Midã,

Eu também sou herdeiro.


Afirmando fazer parte de uma família espiritual, a nobre família do Chefe Império Rei Juramidã – família da qual Raimundo Irineu Serra Juramidã é o digníssimo patriarca.

Nesta gravação do hinário “Eu sou feliz” são apresentados dois novos hinos, o 39 e 40, incorporados à “linha do hinário” por Tufi Amim no segundo semestre de 2007.

O hino de número 39, “Saudamos o grande dia” é um hino comemorativo de datas festivas; de exaltação e louvor ao General Juramidã. É uma marcha/valseado e deve ser bailado com os mesmos movimentos que o hino 111 do Hinário do Mestre Irineu (“Estou aqui”) – primeiro verso, marcha; segundo verso, valseado e assim sucessivamente.



39 – Saudamos o grande dia (Marcha / Valseado)


Saudamos o grande dia

Que o nosso pai nos deixou

Saudamos o grande dia

Com amor e alegria


Vamos todos marchar em frente

Ouvindo o toque do clarim

Vamos todos marchar em frente

Traí traí traí…


Nosso Mestre sempre na frente

O comandante dessa gente

Ele brada seu clarinete

Para todos nós seguir


Vamos todos seguir em frente

Para sempre para sempre

Nosso Mestre nos esperando

Muito alegre e contente.


Na espaçosa varanda da sua casa, saboreando delicioso suco de cupuaçu, Tufi nos contou a interessante história do recebimento deste hino exaltação. Na manhã do feriado de Natal, logo após o bailado comemorativo, ainda semi-fardado da função religiosa que se encerrara, ele se deslocara para a colônia de sua propriedade, em busca do leite que comercializava, fornecendo a clientes de Rio Branco.

Chegando a sua próspera fazenda, ainda no “fluido”[4] do Daime, sente no seu íntimo o retorno de forte miração. Estaciona então sob frondosa mangueira, para o benfazejo recolhimento. Dentro do automóvel que conduzia, assiste sobre a sua cabeça (num universo mítico, paralelo ao teto do carro) organizar-se uma banda de música para executar apoteótica canção. A música como que preenche todos os seus sentidos. Após maviosa introdução instrumental, um coro de vozes angelicais entoa:


Saudamos o grande dia

Que o nosso Pai nos deixou…


Músicos e cantores do Império Juramidã repetem a execução do belo hino, para memorização do aparelho humano que o recebia. Logo após, desfaz-se tal apresentação e, passado alguns minutos, a miração acaba.

Desde então, em datas festivas do CICLUJUR, este hino é cantado na “linha das diversões”, sendo a 11ª Diversão, logo após a execução bailada do “Zig zag”. No CEFLI este hino é cantado como a 10ª diversão, bailando-se o “Zig zag” logo a seguir – a ordem dos fatores não altera a excelente qualidade do produto.

O hino 40 – Caminho de Amor, foi recebido por Tufi no dia 27 de outubro de 2004, e é um hino de despedida:

40 – Caminho de Amor (Marcha)


Vou me embora vou me embora

Vou pra junto de Mamãe

Vou atender o chamado

Do Velho Juramidã


Meu Velho Juramidã

Me ensina com amor

Eu agradeço a meu Mestre

Pelo Vosso santo amor


A Rainha da Floresta

Ao Nosso Mestre ordenou

Para ele nos ensinar

O caminho do amor


Jesus Cristo Redentor

Pelo Vosso santo amor

Eu entrego o meu espírito

Com carinho e com amor


Minha Mãe, minha Rainha

Criadora e protetora

Guardai minha matéria

Nesta grandiosa Terra.


Tufi Amim, sofrendo de doença renal crônica, passava pelo período mais crítico da sua vida, com a saúde abalada e quase que “desenganado” pelos médicos. É transferido as pressas para hospital em São Paulo a espera de transplante de rim.

Ao receber este hino, o velho sargento do Exército de Juramidã imaginou que sua hora de deixar o mundo Terra tinha chegado, e ainda teve forças de instruir a sua esposa Herotildes a apresentar esta singela canção durante o seu velório.

O que Tufi não sabia é que o chamamento a se apresentar no mundo espiritual, naquele exato momento, não era para si… o chamado a viajar “pra junto de Mamãe” foi para a sua antiga professora e amiga: dona Percília Matos da Silva, a Percilinha, Percília de Pedro.

Percília Taio Ciris Midam Matos da Silva foi chamada pelo Velho Juramidã a viver no meio das flores, junto da Virgem Maria, Nossa Senhora da Glória neste exato dia: 27 de outubro de 2004. E para a felicidade de seus familiares e amigos, Tufi Adão Midam Rachid Amim aqui continua entre nós.

O amor incondicional da sua generosa esposa, a madrinha Heró, foi fundamental para a recuperação de seu querido cônjuge, pois foi ela a doadora do rim que restituiu a vida e saúde a seu amado marido.

Esta execução do hinário “Eu sou feliz” aconteceu no 3 de janeiro de 2008, na sede do CEFLI, Seringal Fortaleza, Capixaba-Acre, em homenagem ao 68º Aniversário do Mestre Conselheiro Luiz Mendes do Nascimento. A família Rachid Amim foi responsável por puxar o significativo hinário – Rachid, Liliam, Leila, Daniela e o próprio dono do hinário. Este festejo é data maior do Encontro para o Novo Horizonte, que ali se realiza anualmente.


Antes do “Eu sou feliz” costuma-se cantar o hinário “Estrelinha do Céu”, de Rubilam Chaves, um pequeno conjunto de singelos quatro hinos. A letra desses dois hinários encontra-se disponíveis para download no site http://www.luizmendes.org/hinarios.htm.

A gravação foi feita por Liliam Amim e a separação de faixas e programação ficou a cargo do Amigo Rodrigo Conti, ao qual enviamos nossos profundos agradecimentos.


VIVA O DONO DO HINÁRIO!!!



[1] “Turco” era o nome genérico que se dava a migrantes sírio-libaneses no norte-nordeste do Brasil.

[2] Filipenses 3:20.

[3] A “linha de Arroxim” já se apresentara anteriomente no hinário “O Ramalho”, do sr. Raimundo Gomes.

[4] Fluido do Daime. Termo que os daimistas usam para exemplificar uma situação do usuário do chá estar ainda sob efeito sutil da santa bebida.


Colaboração de nosso grande amigo Juarez Duarte Bomfim. Para extrair as mp3 do hinário “Eu Sou Feliz”, baixe os arquivos compactados clicando em:


Em novas gravações, o hinário pode ser agora melhor apreciado:

Hinário de Tufi 1ª Parte

Hinário de Tufi 2ª Parte e os hinos do Rubilam

Hino 14 Eu Te Dou Um Presente

Memórias do Hinos

Por Florestã Neto

Este hino nasceu do primeiro Daime feito pelo Pd Luiz Mendes; a primeira experiência no cozimento do cipó com a folha. Porém, o referido Daime foi feito nas seguintes circunstâncias: Luiz Mendes não deu ciência ao mestre nem ao comandante do feitio, o amigo e compadre Francisco Granjeiro.

Luiz procurou sozinho o cipó e a folha, limpou, bateu e cozinhou o Daime; “tudo sozinho”, como ele mesmo relata. Só que, terminado o feitio, ele deveria obrigatoriamente, dar ciência ao mestre, “para o mestre passar a limpo” o Daime. Neste momento, Luiz se achou “um pouco duvidoso”, pensando que o mestre poderia não gostar da história. Que nada! Mestre Irineu recebeu a notícia com naturalidade; ficou com um tanto do Daime, e devolveu o outro tanto para Luiz.

Quando foi na noite do mesmo dia, Luiz tomou um copo deste Daime junto com seu irmão de doutrina e compadre Enóque. Num dado momento, seu Enóque pede para ir a casa de seu Júlio Carioca, onde estavam cantando um hinário, com a presença do mestre. Segundo palavras do Pd Luiz… “-Rapaz, eu já tava dando era graças a Deus que o Enóque fosse, pra poder me acomodar melhor, porque o negócio não tava fácil!”

Dentro deste apuro, Luiz, em um certo momento, também tem vontade de ir até a casa do amigo Júlio, onde o mestre se encontrava. Luiz chega a levantar-se para sair de casa; entretanto “uma voz” o alerta: “- O que é que você vai fazer lá no trabalho? Tu vai é atrapalhar o mestre. Fica tranqüilo, porque o mestre tomou Daime e tá mirando também.” Dentro deste aviso, Luiz se acalma e começa a receber a miração com mais clareza. Logo depois veio o hino.

Logo de manhã cedo, Luiz procura o mestre em sua casa. Chegando lá, o mestre já estava de pé. Luiz pede a benção, e a primeira coisa que o mestre fala é a seguinte: “- E aí Luiz, trouxe o presente?” Luiz, então, apresenta o hino:

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Eu te dou um presente
De bom coração
Firmeza, firmeza
Em concentração

Vá sempre seguindo
Prestando atenção
Que tu terás
O santo perdão

Meu pai do céu
Ó minha Rainha
Eu peço, eu peço
Tenha pena de mim